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Sunday, June 21, 2009

A doce timidez

Essa aconteceu com uma amiga. Pois bem, essa amiga é incrível de tão simpática. Então... simpática, na verdade, é um elogio que cabe bem à moça. Ela diz que é tímida, usa aquele velho-golpe de que só se solta com a gente... mas veja só.

Estavam no elevador do prédio que eu moro: Bruna, Ericã, Gabi, Fifi e um morador desconhecido de todos. Assim que entraram soltaram um “boa noite”. Coagido, o moço respondeu, ao menos, e ficou no canto.

Mal a porta fechou, eis que a Bruna, a mulé simpatia (porém tímida e tals rs...), sente um cheiro de bala. E “phynna”, dispara:

- Pode me dá, que eu to sentindo cheiro de bala.

E o Fifi:

- Não sou eu que estou com bala...

Todos os outros fizeram silêncio. A bala, C L A R O, estava com o moço desconhecido, que nem ligou pra cena, nem para oferecer uma balinha pra a menina. Os quatro desceram antes dele e quase morreram de rir.

Pode?

Bjs,

Bobbie.

* Post original do Trivialidades no Coletivo

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Monday, February 02, 2009

Era uma vez uma trouxa...

Os leitores deste espaço já devem estar meio que acostumados com as minhas vergonhas. Vou esclarecer, pois bem: eu não procuro (hahahaha) situações constrangedoras e vou provar isso com esse post.

Eu sempre pegava o metrô na linha azul e, sendo no mesmo horário, você acaba quase que conhecendo as pessoas. E SEMPRE tinha um cabra bem magro, com receitas de remédio na mão, pedindo dinheiro. E toda vez era exatamente igual: Ele entrava no vagão, começava a falar que não arrumava emprego porque era HIV positivo e que precisava comprar remédios. E chorava. Chorava muito. Voilà: a história da criatura sempre comovera milhares.

Certa vez, estava eu, quietinha no meu canto, quando ele apareceu. Começou seu discurso, começou o choramingo e naquele dia eu resolvi ajudar o pobre moço. Tirei do bolso umas moedas e ele veio até mim. Ao invés de ficar calado, a criatura solta em um volume astronômico e, claro, chorando:

- Essa menina me ajuda há mais de dez anos!

TODOS os olhares do vagão voltaram-se para mim. Eu, de pé, mais uma vez queria que o chão se abrisse ou que a tão sonhada passagem secreta surgisse do nada. Mas, como meus sonhos às vezes não se realizam, fiquei ali, ouvindo comentários dos outros quanto à reação do moço e, logicamente, sobre a pessoa mais altruísta aqui (leia-se trouxa) que eles já viram na vida.

Este texto foi publicado inicialmente no meu outro blog, o Trivialidades No Coletivo. Clique aqui e conheça o moço (olha o merchand... hehehehe)

Beijocas,

Bobie.

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