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Friday, February 19, 2010

O dia em que o rio levou minhas calças

Essa é uma colaboração do Thiago Borges, cabra batuta e sagaz, inteligente que sóaporra e o texto foi escrito originalmente no blog do moço. Passe por lá, clicando no nome dele =D

Eu tava muito afim de ir não. Afinal, dentro de um ano seria a terceira vez que viajaria com amigos pra Brotas, interior de São Paulo. Um deles tinha o sítio do tio pra alojar todo mundo por lá, mó moleza e tal. Deixei de cu doce e fui, enfim. Foram cinco horas de viagem, com chegada no sítio dificultada por uma poça que fingia que ia atolar os três carros e uma noite em que alguns beberam até o sol nascer.

Dormimos, acordamos, comemos, pegamos as carangas e voltamos pra cidade pra fazer o tal do rafting - aquela brincadeira em que um monte de gente paga pra entrar num bote, descer um rio cheio de pedras e quedas e remar como animais. Nos dividimos em dois grupos e um deles foi batizado com o nome da minha ilustríssima mãe. A cada corredeira, manobra ou caldo que davam nos outros, os filhos da puta gritavam: "Dona Mercedeeees!".

No nosso bote, o instrutor falava da mata ciliar, do rio Jacaré-Pepira, um dos únicos afluentes não poluídos do Tietê, e também dava ordens como general. Nunca sentira tanta dor no braço desde os 14 anos.

Uma das melhores partes do trajeto é quando todo mundo cai no rio e é levado pela correnteza até determinado ponto. Nessa hora, dá pra dar cotovelada em quem tá passando do seu lado, chutar a cabeça de quem tá na frente, engolir um pouco d'água e soltar depois pelo nariz e ralar o joelho nas pedras no fundo do rio. À pampa.

Eu, boiando muito de boa, sinto algo passando pelos meus pés. Pensei: "deve ser um saco de lixo flutuando". Nada disso. Quando volto ao bote, é que percebo: CADÊ A BERMUDA?

Não sei o que houve, mas acho que o botão se soltou e o velcro se abriu enquanto estava na água. A bermuda passou pelas minhas pernas sem que eu percebesse e foi levada pela correnteza. E eu fiquei lá, só de sunguinha preta e azul. As pessoas do meu bote não se aguentavam de rir. O pessoal dos outros botes se certificavam de que era aquilo mesmo que elas viam.

No fim do trajeto, todos saem do rio, descem do bote e, oras, vão tomar um lanche! Cena linda: boné, camiseta vermelha, tênis marrom e sunguinha preta e azul comendo um pão de forma com presunto e queijo enquanto todos diziam o quanto eu estava 'sexy', como minhas coxas eram peludas, entre outras coisas...

Na hora de entrar no ônibus pra voltar pra cidade - sim, porque a gente estava a quilômetros de Brotas, onde largamos as roupas de reserva - me prenderam do lado de fora para que eu entrasse por último e todos os 30 e poucos passageiros vissem meu desfile estilo gogoboy.

Chegando em Brotas, fiquei por último de novo e fui ovacionado (zuado, mesmo) pelos meus 'amigos queridos'. Já podia pegar a outra bermuda, mas preferi ficar só com a roupa de baixo, afinal tem que tá de sunga é pra se exibir - ainda que seja um volume ínfimo ocasionado pela fria água do rio Jacaré-Pepira.

É... gente, foi horrível! rs...

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3 Comments:

Blogger Mimi said...

Olá,gostaria de escrever um texto de algo maluco que aconteceu comigo!!! tem mesmo a cara desse blog...kkkk
como faço p/ escrever??

Bjus!!

7:09 PM

 
Blogger sassá said...

dóóóóó!!!

10:58 PM

 
Blogger Jessica said...

Gente que máximo... Primeira contribuição de Theago no GFH.

Mimi, manda para mim ou para a Bobie seu texto! jessicaro13@gmail.com

Beijos,

10:31 AM

 

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