É birrento? Se irrita por pouco? Reclama por qualquer coisa? Junte-se a nós!

Tuesday, July 21, 2009

Isso não foi apenas um mico...

Olha, fazia tempo que não via uma hístória tão horrível. Foi uma colaboração da minha amiga Elis.

"Em 1993, no meu primeiro ano de faculdade, estava ficando com um moço que depois viria a se tornar meu namorado. Ainda estava tentando impressionar o rapaz, sabe como é... Bem, fomos a um barzinho em Pinheiros (creio que era lá), com a minha turma da faculdade e uns amigos desse meu ficante.

Bom, em determinado momento, eu e uma das moças, ambas cheias de cerveja na bexiga, resolvemos ir ao banheiro. De cara, achei estranho não haver portas: eram cortinas de correr que davam privacidade aos reservados. Tentei fazer xixi com a bunda suspensa, mas tinha treinado kung-fu um dia antes e, depois de 400 agachamentos, estava com muita dor nas pernas. Aí, tive a maravilhosa ideia de subir em cima da privada e ficar de cócoras. Bom, eu só não sabia que a bacia estava solta. No momento em que eu subi, ela se soltou e saiu rolando cortina afora e foi parar no meio da pista de dança.

Eu não conseguia sair de dentro do banheiro – estava molhada e fedida. Minha colega, que estava no outro banheiro teve uma crise de riso e só não rolou no chão porque tudo estava molhado. Saí de lá com a maior cara de tacho do mundo, ensopada, ainda apertada para fazer xixi, e ninguém queria me dar carona porque eu ia impregnar o carro com tamanho fedor. Só sei que alguém me arrumou uma manta ou um lençol e eu pude me enrolar feito um indiano para entrar no carro e receber a carona até minha casa.

Ainda bem. Já pensou se eles me deixam no metrô?"

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Sunday, June 21, 2009

A doce timidez

Essa aconteceu com uma amiga. Pois bem, essa amiga é incrível de tão simpática. Então... simpática, na verdade, é um elogio que cabe bem à moça. Ela diz que é tímida, usa aquele velho-golpe de que só se solta com a gente... mas veja só.

Estavam no elevador do prédio que eu moro: Bruna, Ericã, Gabi, Fifi e um morador desconhecido de todos. Assim que entraram soltaram um “boa noite”. Coagido, o moço respondeu, ao menos, e ficou no canto.

Mal a porta fechou, eis que a Bruna, a mulé simpatia (porém tímida e tals rs...), sente um cheiro de bala. E “phynna”, dispara:

- Pode me dá, que eu to sentindo cheiro de bala.

E o Fifi:

- Não sou eu que estou com bala...

Todos os outros fizeram silêncio. A bala, C L A R O, estava com o moço desconhecido, que nem ligou pra cena, nem para oferecer uma balinha pra a menina. Os quatro desceram antes dele e quase morreram de rir.

Pode?

Bjs,

Bobbie.

* Post original do Trivialidades no Coletivo

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Wednesday, April 01, 2009

Pense num pêlo... pense

A história que eu vou contar abaixo é da amiga Aline Chaul. Acreditem: se você acha que já viveu quase tudo, é porque ainda não conhece a criatura.

Veja só.

Aline era uma adolescente feliz. Dos autos de seus 14 anos, a menina estava no ônibus voltando da a escola. Como todo horário de pico, o busão estava lotado. E estava calor (como não?).

Enquanto percorria o trajeto, Aline ia prestando atenção na paisagem urbana. Eis que, em pé, ao lado de um cabra de regata que estava com os braços levantados para segurar no apoio superior, ela foi olhar para o lado. Se curvou e o ônibus arrancou.

Com as palavras dela:

“Pense numa linha pronta pra entrar numa agulha? Um pêlo do sovaco da criatura da regata entrou no meu olho. E o desodorante dele era álcool puro. Pense... Eu comecei sentir um ardor danado e o cabra ficou sem saber o que fazer. Cheguei em casa e minha mãe até ficou assustada com o tanto que o olho estava inchado que só”.

Post publicado originalmente no Trivialidades no Coletivo rs...

Beijocas,

Bobbie Salles.

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Tuesday, February 24, 2009

Essa casa vai se autodestruir em 3...2...1

Tenho que admitir, meus filhos me venceram. Minha batalha contra a bagunça foi perdida de lavada - e que lavada. Minha casa -inteira- agora é território inimigo, foi conquistada pelo exército "matriosco". Deixo explicar: minha casa tá uma ZONA. Sem empregada desde a sexta pré-carnaval, agora em plena terça eu levantei a bandeira branca e me entreguei, já tô comendo ameixa fresca no sofá - uma gota a mais, outra a menos, não vai fazer absolutamente a menor diferença entre rabiscos de caneta verde, mamadeiras de leite com chocolate, copos inteiros de refrigerante, geléia, entre muitas outros acidentes que acho melhor nem comentar. É(ra) um sofá de chenille bege - têm apenas 3 anos de vida. Ninguém dá menos de quinze agora.

Mas esses estragos precedem o carnaval. É como a lâmpada queimada do meu banheiro, aquelas dicróicas que eu não tenho a menor noção de como troca. Faz seis meses que a caixa novinha está lá fechada. É igual à lâmpada da cozinha, que nunca acende quando eu aperto o interruptor. Ela fica naquele vai, num vai. Tem dias que não vai. Preciso pegar uma vassoura e dar umas cutucadas. Já chamei três eletricistas aqui, mas o mau contato parece ser mais persistente. Mas dessa eu até que não posso reclamar, ela funciona como terapia instântanea. Chegou estressado em casa? Na reunião, só blá blá blá? Seus problemas acabaram. Uso uma colher de pau velha e descarrego toda a energia ruim no interruptor. É tiro e queda, acende na hora.

Não posso deixar de citar as ocorrênicas paranormais que acontecem à noite. De algum lugar ainda não identificado começa a apitar um despertador de relógio que deve estar muito bem muquiado em alguma gaveta da terceira dimensão. Ele toca todo dia às 3 da manhã. Se for um daqueles dias de insônia-TPM eu ouço e fico encafifada tentando encontrar da onde vem aquele bip-bip-bip dos infernos. Um dia eu dou o flagrante e ele vai se arrepender...

Mas como eu ia dizendo, a bagunça. É coisa de louco né? Quanto mais você limpa, mais rápido suja. Quando eu acabei de guardar as roupas, lavar a louça, fazer as camas, dar uma varrida básica, volto a um dos quartos e vejo um cenário pré-modernista digno de Bienal. Meu filho abriu um batom da irmã, meteu os dedinhos gordos e deu asas à criatividade. Além do lençol da cama dela, a parede, o espelho, chão, mesa e corredor estão borrados de rosa. E pra sair? Enquanto eu tava limpando, ele entrou no banheiro, pegou o rolo de papel higiênico, jogou dentro do box ainda molhado e saiu grudando tudo pelas paredes. Outra instalação da Bienal. Se ele não for um Volpi, tem tudo pra Glauber Rocha.

Depois dessa, haja "colheradas" no interruptor... Tô pensando seriamente em desistir. É carnaval e eu já perdi mesmo.

Monday, February 02, 2009

Era uma vez uma trouxa...

Os leitores deste espaço já devem estar meio que acostumados com as minhas vergonhas. Vou esclarecer, pois bem: eu não procuro (hahahaha) situações constrangedoras e vou provar isso com esse post.

Eu sempre pegava o metrô na linha azul e, sendo no mesmo horário, você acaba quase que conhecendo as pessoas. E SEMPRE tinha um cabra bem magro, com receitas de remédio na mão, pedindo dinheiro. E toda vez era exatamente igual: Ele entrava no vagão, começava a falar que não arrumava emprego porque era HIV positivo e que precisava comprar remédios. E chorava. Chorava muito. Voilà: a história da criatura sempre comovera milhares.

Certa vez, estava eu, quietinha no meu canto, quando ele apareceu. Começou seu discurso, começou o choramingo e naquele dia eu resolvi ajudar o pobre moço. Tirei do bolso umas moedas e ele veio até mim. Ao invés de ficar calado, a criatura solta em um volume astronômico e, claro, chorando:

- Essa menina me ajuda há mais de dez anos!

TODOS os olhares do vagão voltaram-se para mim. Eu, de pé, mais uma vez queria que o chão se abrisse ou que a tão sonhada passagem secreta surgisse do nada. Mas, como meus sonhos às vezes não se realizam, fiquei ali, ouvindo comentários dos outros quanto à reação do moço e, logicamente, sobre a pessoa mais altruísta aqui (leia-se trouxa) que eles já viram na vida.

Este texto foi publicado inicialmente no meu outro blog, o Trivialidades No Coletivo. Clique aqui e conheça o moço (olha o merchand... hehehehe)

Beijocas,

Bobie.

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Friday, January 09, 2009

Poltrona 44

Gente, o povo se empolgou!
Amei!
O post abaixo é da Érika Ramos, colega da redação que tem sempre histórias horríveis para contar.
É válido descreve-la antes de degustarem a leitura, vocês vão entender.

Erramos, como é conhecida na redação, é uma pessoa maravilhosa e exímia profissional, mas é dotada de um humor peculiar. Para se ter uma idéia, se perguntar para ela de manhã, “e ai Erramos, tudo bem com você hoje”? Ela responde. “Desde que sai de casa interagi apenas com uma pessoa no Metrô e ela não me irritou, espero que você não seja a primeira”.
Pois é a moça é assim fina mesmo hehehehe. Mas no fundo acaba sendo engraçada.
Agora imaginem um ser ranzinza assim passando pela situação abaixo.
Beijo-fui

Poltrona 44

Essa é só a segunda parte da história da minha volta para casa após as comemorações de Ano Novo no estado de Santa Catarina. O fato é que cheguei à Rodoviária de Piçarras no meio do dia 04/01 em busca de uma passagem de volta para São Paulo. A moça do guichê me informou que no horário das 21h05 da Catarinense havia uma desistência. Me interessei pelo horário, uma vez que teria que passar 9 horas no ônibus, e o horário noturno, pensei eu, seria mais fácil de tolerar. “Mas é a poltrona 44” foi falando a moça quando viu meu interesse. Imaginei que seria a última poltrona do fundão e que tirando o barulho do motor e o banheiro estava valendo. Meus amigos bem que tentaram me impedir de adquirir o bilhete, mas quando boto algo na cabeça nem God em pessoa consegue me demover da idéia. E eu queria, na verdade precisava, ficar um dia inteirinho em casa de pijama, antes de voltar a trabalhar.

Por isso, mesmo diante das caras desconfiadas dos meus amigos eu paguei a passagem e voltei à noite para o embarque. A minúscula rodoviária estava lotada de gente com malas, crianças, travesseiros e biscoitos de polvilho. Do lado esquerdo havia um grupo enorme de pessoas que falavam todas ao mesmo tempo, eram mais de 10 o que já me preocupou. Eu só pensava, tomara que metade deles more aqui e a outra metade não entre no meu ônibus. Para minha decepção foi só o Catarinense – Itajaí – São Paulo 21h05 estacionar que eles (todos!) foram se encaminhando para a porta. A pior coisa do mundo é pegar ônibus com gente que anda em bando, eu sei disso porque sou adepta à prática e as pessoas ficam conversando por cima da cabeça dos outros passageiros, falando alto e rindo etc e tal.

Esperei toda a “gangue” e demais passageiros se acomodarem na marinete e lá fui eu buzão adentro contando nos dedos quantas horas ainda faltavam para chegar em Sampa. Eis que visualizo a poltrona 44, não gente, não era a última poltrona, nem era na janela, isso era óbvio, a poltrona 44 meus caros, é aquela poltrona do corredor que situa-se exatamente antes da porta do banheiro. Ou seja, pior lugar do ônibus, depois do referido. Sim, porque para abrir a bendita porta do banheiro e conseguir aliviar suas necessidades fisiológicas numéricas o sujeito precisa se apoiar em algum lugar e adivinhem onde ele faz isso? Bingo.

Bom, nem preciso falar que antes dos embarques em Barra Velha e Joinville mais de 6 pessoas já haviam ido ao mictório, segurado na minha poltrona para puxar a discreta porta, alguns batendo a mão na minha cabeça -dependendo da abertura da curva ou do sacolejo do ônibus – para faze-lo, batido a porta do banheiro no meu ouvido e costas para fecha-la, dado aquela silenciosa descarga que dá para ouvir lá da poltrona 1, empurrado a porta para sair do banheiro, segurado de novo na minha cabeça, digo poltrona, e batido a porta para fecha-la. Se vocês me conhecem apenas superficialmente podem imaginar que eu estava a ponto de morder o braço do próximo infeliz que ousasse aparecer naquele corredor. Isso sem contar que o bando de conhecidos que entrou no ônibus tinha dois de seus integrantes sentados nas poltronas da minha esquerda. Logo o pessoal da frente estava vindo buscar salgadinhos, água, edredom com os meus vizinhos. E a cada parada de 20 minutos (graças a Deus foram apenas duas!) metade do ônibus descia e sempre ficava um para trás, o que dificultava a contagem do motorista que perdia pelo menos mais 5 minutos para reunir o rebanho e partir novamente.

Ah, iá me esquecendo de contar do meu outro vizinho, esse sentado do meu lado direito, coitado, impedido, como eu, de deitar o banco no limite máximo por causa da “parede” do banheiro. No começo achei que ele era traficante, ele falava o tempo inteiro no Nextel, e quando o ônibus passou em frente ao Shopping de Piçarras ele chamou um outro cara no rádio e ficou falando empolgado do movimento, das pessoas etc e tal. Depois falou com a namorada, com a irmã, sobre a possível vinda de um sobrinho com ele na segunda-feira, com o cara com quem ele não quis ir de carona, com outros caras.

Então quando o povo não estava para lá e para cá na porta do banheiro esse cara estava com a luz do amaldiçoado Nextel na minha cara. Mas depois de tentar dormir e me controlar para não perder a cabeça, literalmente, com os passageiros apertados (literalmente de novo!) acabei fazendo amizade com o suposto traficante, que descobri mais tarde era apenas um cara com uma lojinha de brinquedos no shopping indo buscar mercadoria na 25 de Março.
O moço falava mais que eu e a certa altura, (quando diminuiu o movimento no banheiro!) eu já estava arrependida de ter perdido o medo e ficado amiga dele. Então uma hora em que ele fez pausa para respirar entre uma frase e outra eu dei um suspiro e virei para o lado fingindo dormir. Acho que para se vingar da solidão repentina ele virou de bunda para mim e ficou dormindo, invadindo o meu banco. Fiquei puta por não poder fazer o mesmo, já que eu não queria derrubar ninguém no corredor e muito menos ser encoxada por ele.

Olha gente, foram horas de cão dentro daquele pão pullman gigante que em alguns momentos parecia despencar ladeira abaixo, e em outros ágil como um caminhão basculante ladeira acima. Desembarquei às 6h25 de uma segunda-feira tipicamente cinza e paulistana no Terminal Rodoviário Tietê jurando por Deus que faria muito freela em 2009 para custear as viagens longas aéreas e que de ônibus, o máximo que eu viajaria seria até Casa Branca.
Feliz 2009!!!
Por Érika Ramos

Uhuuuuuu

Feliz ano novo para todos os leitores do GFH !!

Em 2009 prometemos: muitas histórias horríveis, uma mudança no visual do blog e mais posts! Muitos posts! Meninas, vcs concordam?

Gente!!!!! Foi tudo de bom natal, ano novo, mas tenho muitas histórias horríveis.
Vou começar pela mais recente e mais constrangedora.

Sábado, por volta das sete da noite, a criatura bizonha que vos fala foi ao Pão de Açúcar comprar uns trecos. Precisava também de cigarro, mas no mercado só poderia comprar pacote e eu estava desprovida de recursos financeiros para tanto.

Na rua em frente ao mercado tem uma revistaria, que eu sei que fecha às sete horas. Entrei no Pão, comprei tudo rapidinho e sai frenética para comprar meus bastonetes nicotinosos que tanto gosto (Marlboro vermelho tá gente, não me ofereçam outro que me ofendo).

Ao sair do Pão reparei que o sujeito estava baixando a porta, mas ele desceu menos que a metade e apagou a luz. Devo ter demorado menos de um minuto para chegar na revistaria após ele ter apagado a luz, mas mesmo assim deu tempo de presenciar uma cena constrangedora.

Quando entrei, o dono, um senhor de uns 60 anos, estava simplesmente abocanhando os peitos de sua funcionária que devia ter uns 20. Ela estava com a blusa levantada e ele com a boca em um peito e a mão no outro.

Gente! Pensem na minha situação. Discreta e silenciosa como sou já comecei a pedir desculpas e ao mesmo tempo pedir meu Marlboro, e ria e escondia meus olhos. O tiozão ficou puto, devia estar com um tesão animal, hehehehe (safado, se Fu....). Acho que se eu não tivesse reagido histericamente ele continuava e de quebra me chamava pra festinha. A moça baixou a blusa, virou de costas e riu muito.

Mas o melhor foi o senhor entrar no balcão e me dar os cigarros com o troço lá, nitidamente armado, em riste !!!!! Ele reparou que eu reparei e nem tentou esconder. Gente, foi muuuuuito horrível, mas sai de lá com os Marlboros na mão, muita vergonha e uma bela história para o blog...

Sunday, January 04, 2009

Caindo de madura

Essa história que eu vou contar aqui, graças a Deus não aconteceu comigo e sim com irmã de um amigo. E faz o maior tempo. Claro que não vou citar o nome da criatura. Ah, esse texto foi publicado também no meu outro blog, o Trivialidades no Coletivo (nada como a propaganda hehehehehe)

Mas como desgraça pouca é bobagem, vamos lá!

A criatura estava desesperada e, mais do que atrasada, corria sem parar. Estava acompanhada de seu irmão e os dois iam em direção ao ponto de ônibus. Ao chegar na esquina, ela viu o ônibus e ele, com a preguiça que lhe é familiar, logo falou: - Eu não vou correr... pode ir na frente. A moça, segundo ele sem ao menos falar tchau, partiu em direção ao coletivo que estava parado no ponto. E ela correu, atravessou a rua (subida, claro...) na frente dos carros e atropelou pessoas que estavam “pasmando” em seu caminho.

Chegou toda descabelada na porta do ônibus e, com as mãos ocupadas, tentou sem sucesso segurar no apoio para subir no ônibus. Neste momento, o motorista estava olhando sei lá para o que e acelerou. A coitada, que já estava com um dos pés no primeiro degrau, não conseguiu se equilibrar e teve o corpo jogado, como se fosse uma porta abrindo para o lado de fora do busão. O irmão dela viu tudo de longe e correu para socorrê-la. Mas ela, insistente que só, foi e voltou pra dentro do ônibus, sob broncas do motorista. Não, ela não se machucou rs... Só começou uma discussão sem tamanho com o condutor que arrancou com mais força ainda. O irmão, que também conseguiu pegar o mesmo ônibus, na tentativa de apartar a confusão, nem se ligou que ela estava sem se segurar em nada, com os cadernos nos braços. O que aconteceu? A moça caiu de novo, desta vez no corredor do coletivo, tadinha... Ela levantou, pegou os cadernos e começou a rir sem parar, da própria tragédia.

Bem, da série "seria cômico, se não fosse trágico", para mim isso não foi só culpa da moça, mas do motorista grosseiro que estava fazendo seu trabalho porcamente.

Bjs,

Bobie Salles.

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